“Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.”
(Gonçalves Dias)

sábado, 7 de janeiro de 2012

"estás bem?"

"estás bem?"
será sempre com um sim que irei responder a esta pergunta, esta simples pergunta que parece tão fácil de se responder mas que, ultimamente, se tornou no meu maior pesadelo. não, não estou bem. estou triste, tenho o coração desfeito em mil pedaços e, por mais pessoas que tenha à minha volta, sinto-me sozinha. estou perdida neste mundo e a maior parte do tempo sinto-me como se fosse algo descartável, que a ninguém faz falta. o país das maravilhas, esse tal onde eu era feliz, foi inundado por duras e cruéis mentiras, falsas e infundadas esperanças, variadas e constantes desilusões e promessas não cumpridas. de um momento para o outro, até tudo o que fazia mais sentido na minha vida, deixou de me dar forças. sair de casa tornou-se um suplício, conversar como eu gostava que tudo fosse diferente neste meu mundo, como eu gostava que tudo voltasse a ser como era há uns tempos atrás. como gostava de voltar àqueles longínquos momentos em que era a alegria e o brilho que me caracterizavam e não as lágrimas que hoje teimam em não cessar, àqueles longínquos momentos em que não precisava de mostrar um sorriso fingido, de forçar uma gargalhada sempre que me faziam esta ingrata pergunta. novamente me limitei a envergar pelo caminho mais fácil e a mentir só mais uma vez. talvez um dia chegue mesmo a convencer-me a mim própria de que estou feliz, talvez.

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